quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Falando de Letras - Introdução

A intenção é mesmo experimentar palavras, idéias, pontos de vista. Compartilhar, de forma saudável, as opiniões e fatos que nos cercam. Ou ainda, compartilhar os sonhos que sempre tivemos ou que deixamos de ter. Ilusões e desilusões também valem.

Pra começar, quero falar de rompimentos. Mas, não daquele tipo de rompimento sentimental, amoroso. Este também vale, é claro, só que hoje quero falar do rompimento do tempo, provocado pela perda. Seja ela uma perda ruim, seja boa. Desde que seja a perda que impulsione e permita vislumbrar o que vem depois.

Exercício de futurologia?
Pode ser... Afinal, tenho a impressão de que todos nós, em algum momento de nosso dia, mês, ano, vida, quer adivinhar o que vem pela frente. Foi rompimento? Erro de avaliação ? Também pode ser, porém, estou tendendo a não acreditar em profundas e convictas decisões, racionalmente tomadas. Na maior parte das vezes, eu, pelo menos, me deparo com o futuro porque algum rompimento abrupto, não conscientemente voluntário, coloca à minha frente uma série de possibilidades e impossibilidades.

Dúvidas então, nem se fale.
Acho que a razão está no fato de eu ser mulher. Será? Raros os homens que admitem a incerteza e, muitas vezes, por isso mesmo, convencem-se de suas convicções, quase sempre frágeis.

Não, não é guerra de sexos, pelo amor de Deus. São apenas palavras. Letras compostas que, um dia, foram decompostas pelo tempo rompido e que, agora, tentam se formatar em futuro.

2 comentários:

Mariana disse...

Ótima estréia!
Mas não pode desistir, tá? Você escreve bem demais para se limitar à mesmice jurídico-burocrática-chavão.
Boa sorte.
Mari

Ana Lúcia Carvalho disse...

Faz tempo que vc comentou. Gostei e quero mais. Assim, não desisto