A intenção é mesmo experimentar palavras, idéias, pontos de vista. Compartilhar, de forma saudável, as opiniões e fatos que nos cercam. Ou ainda, compartilhar os sonhos que sempre tivemos ou que deixamos de ter. Ilusões e desilusões também valem.
Pra começar, quero falar de rompimentos. Mas, não daquele tipo de rompimento sentimental, amoroso. Este também vale, é claro, só que hoje quero falar do rompimento do tempo, provocado pela perda. Seja ela uma perda ruim, seja boa. Desde que seja a perda que impulsione e permita vislumbrar o que vem depois.
Exercício de futurologia?
Pode ser... Afinal, tenho a impressão de que todos nós, em algum momento de nosso dia, mês, ano, vida, quer adivinhar o que vem pela frente. Foi rompimento? Erro de avaliação ? Também pode ser, porém, estou tendendo a não acreditar em profundas e convictas decisões, racionalmente tomadas. Na maior parte das vezes, eu, pelo menos, me deparo com o futuro porque algum rompimento abrupto, não conscientemente voluntário, coloca à minha frente uma série de possibilidades e impossibilidades.
Dúvidas então, nem se fale.
Acho que a razão está no fato de eu ser mulher. Será? Raros os homens que admitem a incerteza e, muitas vezes, por isso mesmo, convencem-se de suas convicções, quase sempre frágeis.
Não, não é guerra de sexos, pelo amor de Deus. São apenas palavras. Letras compostas que, um dia, foram decompostas pelo tempo rompido e que, agora, tentam se formatar em futuro.
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2 comentários:
Ótima estréia!
Mas não pode desistir, tá? Você escreve bem demais para se limitar à mesmice jurídico-burocrática-chavão.
Boa sorte.
Mari
Faz tempo que vc comentou. Gostei e quero mais. Assim, não desisto
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