sábado, 8 de agosto de 2009

Com permissão implícita da autora para deixar este registro lindo:

"Sentinela

Quem fala de amor na cidade ?
Quem fala de amor nessa idade?
Quem fala de amor ?

É quem ama nessa idade,
É quem ama nas esquinas da cidade,
É quem desconhecia o amor até então,
Invasor, não convidado, habitante das esquinas da cidade, que fala de amor.

Não há idade: o tempo é mero marcador dos espaços que duram as coisas banais
Os atos banais e diários, despidos de significado,
Quando ausente o amor.

Nessa idade, a cidade tem muros altos, altas torres
Fossos profundos, marcados, escavados pelos atos banais.
Defesas ferozes, batalhas inglórias, vitórias vazias.

Do alto das torres, vem o grito: sempre alerta, sentinela !
Olhe para longe, muito longe,
A poeira no horizonte indica a chegada o invasor.

Nada vale, nada vela o sono sem sonhos da sentinela, na noite ausente de amor."

3 comentários:

Ana Lúcia Carvalho disse...

Este poema é de autoria da minha amiga Regina Célia Dayeh. Acho lindo. Inspiradissimo. Vou criar uma crônica baseada nele. Ana Lúcia

Unknown disse...

Aninha
Sentinela é um poema que significa muito para mim. Não é o poema do "poeta fingidor", pq foi feito a partir de um significado real. ´Vamos continuar com nosso projeto, mas acho bem interessantes também marcarmos esses momentos para lembrar a ousadia de cometer uma poesia ! RÊ

Ana Lúcia Carvalho disse...

Talvez a gente nem cometa poesia. Mais que isso, acredito que criamos poemas, já que nossos corações assim determinam. Mesmo que se pretenda fingir, tudo acaba sendo sincero. Depende de como coração e razão percebam o que se quer transmitir, dar ao outro. Nosso projeto vai ser fantástico. Quase semana de 22.