sábado, 5 de setembro de 2009

Momentos

Naqueles poucos momentos,
Quase minutos, quase segundos
Que seus enormes olhos verdes
Puxados
Encontravam-se com os meus,
Estranhos e castanhos olhos,
Sentia-me atraída a eles e por eles
Olhos e mãos, pernas e corpo.

Naqueles poucos minutos, quase segundos,
Hoje, raríssimas lembranças,
Reminiscências, longe, muito longe...
Sinto-me estranha do que possa ter sentido;
Quase esqueço.

Penso, aperto os olhos,
Até que cheguem perto de ficarem verdes.
Mas o pensamento é distante e estranho,
E o tempo vivido é tão saudade somente
Que o silêncio imobiliza as sensações,
Congela-as por minutos, segundos...

A saudade é tão fria que permanece passado,
Fixa, num só momento verde-castanho,
Corpo e alma inertes!

No farol, emparelham-se olhares que rapidamente se trocam,
Sorrisos cúmplices das cores, dos cheiros
Dos sons
Da buzina de um carro,
Do que é visto, ouvido e cheirado.
Tudo fragmentado, decomposto e imperceptível.

Não há lamentos nem tampouco grandes gargalhadas.
Restam saudade e silêncio:
Uma, fria e verde, de tão apertada;
Outro, estático e castanho, de tão desejável.

Só se quer agora o silêncio castanho de tudo!

6 comentários:

Ana Lúcia Carvalho disse...

Este horário é totalmente sem noção. Bem, queridos que lêem, o que acham??? Estava verde, quando fiz. Mas, não porque seja palmeirense...bjs aos que comentartem.

Ana Lúcia Carvalho disse...

Aguardo sinceros comentários. Participações e intermediações idem.

Luiz disse...

Ana
मैं अपने ब्लॉग को पढ़ रहा है. मैं सच में मज़ा आया, विशेष रूप से पल "". सब के बाद, आप हरे सो रहे थे? भूख? ...
मेरे जैसे Palestrina, हो, तुम नहीं. चावल का पाउडर है, है ना?
चुंबन और बधाई

Luiz

Ana Lúcia Carvalho disse...

Demorei para achar e entender o Palestrina. Ainda bem que estamos liderando o campeonato, não??

Ana Lúcia Carvalho disse...

Tradução do comentário do Luiz e resposta minha:

"Fui ler o seu blog. Eu realmente gostei dele, especialmente "momento". Afinal, você estava tão verde? Fome? ...
Eu gosto de Palestrina, não é você. Pó de Arroz, certo?
Beijos e cumprimentos
Luiz,

Obrigada !!! Verde que te quero verde, disse alguém mais rebelde do que eu. As saudações continuam Palmeirenses. Nada pó de arroz.

Unknown disse...

Esse poema é simplesmente lindo. Exato e sensível...Razão e coração.
Essa é minha amiga Ana !
bjs